
Fabric Apps e Rayfin: o BI está ganhando um botão de “agir”
O que muda para quem trabalha com Power BI e Microsoft Fabric, agora que a plataforma começa a hospedar também a ação — não só a análise.

De licença por usuário para capacidade compartilhada: o case (real com dados fictícios) de uma varejista que parou de escolher entre "economizar" e "dar acesso a todo mundo".
Por Tamires Cavani, 21/08/2026
A Rede Vitrine (nome fictício para este case) é uma varejista com 45 lojas físicas, um centro de distribuição e cerca de 700 colaboradores. Como muitas empresas que investem em dados, ela fez o caminho natural: começou com alguns relatórios no Power BI, viu o valor, e foi expandindo.
Três anos depois, a equipe de BI comemorava a adoção , e sofria com a fatura.
Eram 180 licenças Power BI Pro ativas, distribuídas entre gerentes regionais, supervisores de loja, financeiro, operações e diretoria. A um custo de referência de R$ 80/usuário/mês, isso significava:
R$ 14.400/mês só em licenciamento individual , R$ 172.800/ano.
E o pior: apenas 9 pessoas na empresa efetivamente criavam relatórios. As outras 171 só precisavam abrir um dashboard, olhar um número e tomar uma decisão. Mesmo assim, pagavam a mesma licença de quem construía os modelos.
Ao mesmo tempo, existia uma lista de espera: mais de 220 colaboradores de loja , supervisores de turno, líderes de operação, equipe de estoque , que a empresa queria que tivessem acesso aos indicadores, mas não tinha orçamento para licenciar.
O resultado era um paradoxo comum: o BI tinha sucesso demais para o modelo de custo que sustentava ele.
Antes de qualquer mudança de arquitetura, a equipe de dados da Vitrine fez um mapeamento simples, separando os usuários em dois grupos:
Esse segundo grupo era o problema , e, ao mesmo tempo, a oportunidade. Consumidores não precisam de uma licença Pro individual se a distribuição dos relatórios for feita por uma capacidade compartilhada, devidamente dimensionada.
A Vitrine migrou de um modelo baseado exclusivamente em licenças por usuário para uma arquitetura combinando:
As 9 licenças dos produtores de conteúdo foram mantidas , eles continuam precisando de licença Pro para publicar e gerenciar modelos. O que mudou foi tudo o que estava depois disso.
A capacidade Fabric contratada (referência F4, redimensionada após o piloto) somada aos custos do portal ficou em torno de R$ 4.760/mês abaixo até da estimativa inicial, porque o padrão de uso real (muitas consultas simples e simultâneas, poucos modelos pesados) exigia menos capacidade do que o time havia projetado.
Mas o número que mais importou internamente não foi a economia. Foi este:
O acesso a dados mais que dobrou (de 180 para 412 pessoas) com um custo 73% menor do que o modelo anterior.
Ou seja: a Vitrine não trocou economia por alcance. Conseguiu as duas coisas ao mesmo tempo , porque, na arquitetura por capacidade, adicionar o usuário de número 300 tem custo marginal próximo de zero, enquanto no modelo por licença ele custaria R$ 80/mês como qualquer outro.
Segundo a diretora fictícia de Dados da Vitrine no case, "a maior mudança não foi técnica, foi cultural: quando o custo de dar acesso a mais uma pessoa deixa de ser uma decisão de orçamento, o BI para de ser um recurso escasso e vira parte do dia a dia de qualquer área."
Nem tudo foi imediato. Alguns pontos vieram do aprendizado ao longo do processo:
Não. E esse é um ponto importante mesmo em um case de sucesso: a arquitetura por capacidade tende a compensar quando existe muita gente consumindo e pouca gente produzindo conteúdo , exatamente o perfil da Vitrine, com 9 produtores para centenas de consumidores.
Empresas com poucos usuários, ou com um número grande de pessoas criando e editando relatórios (não só consumindo), podem continuar mais bem atendidas pelo modelo tradicional de licenciamento por usuário.
A pergunta certa não é "licença ou capacidade é mais barato". É: qual é a proporção entre quem cria e quem consome dados na minha empresa , e quanto isso está custando hoje para manter as pessoas certas de fora do acesso?
Este é um case real com dados fictícios e ilustrativo, construído para demonstrar de forma prática como a mudança de licenciamento por usuário para capacidade compartilhada pode impactar custo e alcance simultaneamente. Os números refletem uma simulação, não uma cotação , o resultado real depende de SKU, região, padrão de consumo, contrato Microsoft e arquitetura implementada.

O que muda para quem trabalha com Power BI e Microsoft Fabric, agora que a plataforma começa a hospedar também a ação — não só a análise.

Da visualização à ação: uma nova abordagem para transformar dados comerciais em inteligência, diagnóstico e decisões mais rápidas.

Mais usuários. Mais áreas. Mais dashboards. E, consequentemente, mais licenças do Power BI para pagar todos os meses.
Tamires · DriveData
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